Bem vindos

Esse é o meu blog, aqui vocês poderão fazer perguntas e ter informações, também verão alguns de meus poemas publicados e musicas também, poderei ensinar vocês a serem poetas, mais também posso ensinar a serem bruxos e bruxas, afinal sou muito diferente das pessoas normais.

Sejão bem vindos e curtão bem o meu blog.


Encontramos aqui só o que realmente querem achar se quiserem criticar ou ofender peço que saim do meu blog imediatamente.

sábado, 20 de novembro de 2010

o credo das bruxas

O credo das bruxas

Ouça agora a palavra das Bruxas,
os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
e que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda,
dos mistérios da Água e do Fogo,
E da Terra e do Ar que circunda,
Manteve silêncio o nosso povo.
O eterno renascimento da Natureza,
a passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da vida,
que num Círculo Mágico se alegra.
Quatro vezes por ano somos vistas,
no retorno dos grandes Sabbats,
No antigo Halloween e em Beltane,
ou dançando em Imbolc e Lammas.
Dia e noite em tempo iguais vão estar,
ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.
Treze Luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria,
para saudar a cada precioso ano e dia.
De um século à outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.
Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos,
na terra das sombras daquele momento.
O mundo comum não deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande Magia ali se realizará.
Na Natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dos os pilares,
que protegem e guardam a entrada.
E fazer o que queres será o desafio,
como amar a um amor que a ninguém vá magoar,
essa única regra seguimos à fio,
para a Magia dos antigos se manifestar.
Oito palavras o credo das Bruxas enseja:
sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja

domingo, 16 de maio de 2010

NOME DOS DEUSES





Os nomes dos Deuses variam de panteão para panteão, de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen.

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.

A bruxa é muito particular na sua crença. Ela pode sentir maior afinidade pelo panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc, ou se identificar mais com a história greco-romana e reverenciar os deuses deste panteão. A afinidade e atração por divindades de vários panteões é algo muito particular.

Os principais deuses e deusas, por exemplo, do panteão celta são:

Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.

Anu / Annan / Dana / Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.

Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.

Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é esposa de Net, também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.

Banba - Deusa irlandesa que, juntamente com Fotia e Eriu, usava a magia para repelir os invasores.

Bel / Belenus / Belenos / Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann / Boannan / Boyne - Deusa do rio Boyne, na Irlanda, mãe de Angus mac Og com o Dagda.

Bran - O Abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan ap Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o deus das profecias, das artes, dos chefes, da guerra, do Sol, da música e da escrita.

Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit / Brid / Brigid / Brig - Seu nome significa "flecha de poder". Brigit era filha do Dagda, sendo chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.

Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Dagda - No folclore irlandês, o Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos deuses e dos homens, o Arquidruida, deus da magia, da terra. Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brigit, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. O Dagda tinha uma harpa de carvalho vivo que fazia com que as estações mudassem quando assim o ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.

A Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Danu / Dana / Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.

Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.

Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.

Epona - Seu nome significa "grande cavalo", sendo homenageada em Gales como deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.

Eriu / Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Goibniu / Gofannon / Govannon - Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral.

Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.

Gwynn ap Nud - Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.

Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.

Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.

O Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.

Llyr / Lear / Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.

Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.

Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.

Manannan mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.

Math Mathonwy - Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês.

Merlin / Merddin / Myrddin - Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.

Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan - A Morrigu era tida como a Grande Rainha, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudando com sua magia. Representa o aspecto idoso da Deusa Tríplice, sendo associada aos corvos e gralhas. Patrona das sacerdotisas e feiticeiras.

Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint - No folclore galo-irlandês, era reverenciado como o senhor dos deuses, como Júpiter. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.

Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait - Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.

Rhiannon - Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Scathach / Scota / Scatha / Scath - Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Taliesin - Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.

ELFOS


Os elfos são entidades da mitologia e folclore germânicos. Originalmente, foram imaginados como uma classe de divindades menores da natureza e da fertilidade, dotadas de poderes mágicos, com a aparência de homens e mulheres belos e jovens. Vivem em florestas, cavernas, lagos e fontes, de vida extremamente longa ou mesmo imortais.

Elfos Cinzas
Os Elfos cinzas são os mais nobres elfos, utilizando a maior parte do tempo para aprimorar sua mente. Essa raça tem se escondido do mundo, só aparecendo para combater grandes maldades. Estes elfos são altos e esbeltos, possuem olhos marrões ou violetas. Seu cabelo é prateado ou dourado. Eles preferem vestir roupas brancas, prateadas ou douradas.
São raros e geralmente só são encontrados em Kradepia ou Acadme sempre estudando e desenvolvendo seu intelecto.

Altos Elfos (Cala'Quessir): Os mais antigos dos elfos terrestres e a primeira casa élfica. Também conhecidos como os Altos Elfos, os Cala'Quessir vivem quase que exclusivamente dentro dos limites do Bosque Verde, onde são tecnicamente imortais, jamais envelhecendo. Mesmo fora de suas fronteiras, um alto elfo irá envelhecer quatro vezes mais lentamente do que um elfo normal, que já possui uma vida extremamente longa. Os membros desta casa são muito raros e poderosos, e raramente encontrados fora de seu lar ancestral.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Purificação do Altar


Se faz necessária essa purificação em ambientes fechados, que normalmente são carregados com energias negativas, principalmente de outras pessoas, já em ambientes abertos como no campo, a negatividade quase não existe, a própria natureza se encarrega de eliminá-las.
Tenha a certeza que você não será interrompida por ninguém, nem por telefonemas, ou companhias da porta, se estiver morando com mais pessoas, avise-as que fará o ritual e peça com jeitinho que elas não a perturbem.
Nunca entre em "choque", com seu marido ou esposa se for o caso, ou com seus familiares, se eles não aprovam, evite brigas, faça em outros horários ou local.
Lave bem o piso, passe sua vassoura mágica, enquanto isso visualize ela "varrendo" toda a negatividade do local, pense que está levando embora qualquer mal que tenha, doenças de familiares, porque nesse momento é isso o que ela está fazendo.
Quando lavar o piso, espalhe bastante SAL GROSSO, pode-se juntar à água ervas de purificação, enquanto isso deixe uma vela preta acesa, e um incenso. A vela preta junto com uma vela branca é apenas a transmutação do negativo para o positivo. Não se preocupe....
Esfregue sempre com bastante vontade de poder, isso libera as energias positivas e são ampliadas por seus pensamentos e intenções. Nesse momento você poderá estar cantando, andando em círculos no sentido horário, partindo do norte, passando por leste, sul e oeste, voltando ao norte.
Se você estiver em ambiente aberto é claro que não precisará usar o sal, até porque não faria bem as plantas, para tanto basta que use sua vassoura mágica, sem mesmo que ela toque o chão, e proceda a "limpeza".
Purificação do Altar

Codigo de honra da bruxaria

Sabendo que a Arte dos Sábios é a crença mais honrada e antiga da história da humanidade, ela impõe que todas as Bruxas, no ato de respeitar os Antigos Deuses, os irmãos e irmãs da Arte, e eles mesmos devem saber que:

I - Cavalaria é um alto código de honra, da qual é maioria originada do paganismo antigo, e deve ser vivida por todos aqueles que seguem os caminhos antigos.

II - Todos devem saber que pensamentos e intenções colocadas nessa face da Terra, vão encerrar fortes nas profundezas de outros mundos, e retornará. Tudo o que você planta, você deve colher.

III - É apenas preparando nossas mentes para sermos Deuses, que conseguiremos alcançar a mente dos Deuses.

IV - Acima de tudo, ser sincero consigo mesmo.

V - A palavra de uma Bruxa deve ter a validade de algo assinado ou de uma testemunha de um juramento. Dê apenas a sua palavra escassamente, e apegue-se a ela como ferro.

VI - Evite falar de doença para os outros, já que nem todas as verdades devem ser ditas.

VII - Não fale sobre outras pessoas, coisas que você apenas ouviu falar, já que a maioria das coisas que falam, é tudo mentira.

VIII - Seja honesto com os outros, e deixe claro que você também espera encontrar honestidade nessas pessoas.

IX - A fúria do momento, joga loucura com a verdade; ter a confiança de alguém é uma virtude.

X - Pense sempre nas conseqüências de seus atos sobre os outros. Ataque sem fazer mal.

XI - Muitos covens devem ter várias visões de amor entre os membros e com os outros. Quando um coven, um clã ou um grupo é visitado ou juntado, cada membro deve manter silêncio sobre suas práticas e suportar a vontade de falar para os outros.

XII - Dignidade, delicadeza e bom-humor são coisas para ser admiradas.

XIII - Como uma bruxa, você tem poderes, e eles terminam fortes, à medida que sua sabedoria aumenta. Portanto, exercite como manejar sua força.

XIV - Coragem e honra prevalecem para sempre. Seus ecos permanecem quando a montanha se transforma em pó.

XV - Garanta amizade para todos que você acha que merecem. Dando força às outras pessoas, elas também darão força à você.

XVI - Você nunca, jamais deve revelar os segredos de outra Bruxa ou Coven. Algumas pessoas têm trabalhado duro durante muito tempo para conseguir certas coisas, e as tratam como grandes tesouros.

XVII - Como há diferenças entre os praticantes dos caminhos antigos, aqueles que estão nascendo não devem ouvir e nem ver nada.

XVIII - Aqueles que seguem o caminho dos Mistérios devem estar acima das reprovações dos olhos do mundo.

XIX - As leis da terra devem ser obedecidas toda vez que possível e dentro da razão.

XX - Tenha orgulho de você mesmo, e procure atingir a perfeição do corpo e da mente. Já dizia a Dama: "Como você pode se orgulhar de outra pessoa, se você não tem orgulho de si mesmo?"

XXI - Aqueles que procuram os Mistérios devem se considerar escolhidos dos Deuses, já que são eles que devem liderar a raça humana para os mais altos tronos e acima das estrelas.

FAMILIA PAGÃ

Assim como a Wicca vem crescendo, muitas crianças estão nascendo em famílias Pagãs e tendo suas bases religiosas e sociais fundamentadas no Paganismo.

Hoje temos uma nova geração de pequenos Bruxos que estão caminhando à vida adulta com uma consciência e realidade religiosa totalmente diferente daquela que muitos de nós recebemos quando crianças.

Um dos melhores aspectos da Arte é a possibilidade que temos de partilhar nossas práticas, nossos feitos e religião com as crianças de nossa família.

O Paganismo contribui substancialmente com seus valores e atitudes em prol da natureza e isso é um aspecto favorável para a instrução de uma criança em tempos modernos.

Os pais Pagãos criam seus filhos com conscienciosidade e amor a tudo. Os ensinamentos transmitidos à uma criança Pagã não devem ser unicamente religiosos. Estão incluídos em suas bases fundamentais o sentido de responsabilidade, prestatividade e amabilidade.

O racismo, preconceito, fanatismo e intolerância não são tolerados em uma casa Wiccana. Eles são contra a natureza e contra as nossas crenças e práticas.

Centramos nosso modo de vida no que acreditamos e fazemos, já que a Bruxaria é uma religião não só de pensamentos e ideais, mas também de ação.

Criar um filho dentro da religiosidade Pagã nem sempre é tarefa fácil em nossa sociedade atual e muitas vezes nos deparamos com pessoas que são contra isso e que nos perguntam: Por que deveríamos ensinar às nossas crianças os caminhos de vida Pagã?

As respostas são tão amplas quanto evidentes.

Quando ensinamos nossa religião às nossas crianças, lhes damos exemplos claros de liberdade e tolerância.

Acima de tudo a Wicca encoraja a responsabilidade social e ambiental e ensinar à uma criança fundamentos como não fazer mal à ninguém, o respeito ao seu próprio corpo, ao de outras pessoas e celebrar as diferenças entre os indivíduos só poderá fazer dela um futuro adulto que respeite a vida e entenda a noção de sacralidade da mesma.

Além disso, a aplicação da noção de auto-respeito em crianças faz com que elas não só aprendam a respeitar as diferenças entre pessoas, mas exaltar essas mesmas diferenças, entendendo o significado da diversidade cultural e a tolerância religiosa. Informações básicas providas enquanto pequena oferecerá uma base firme quando sua criança estiver pronta para seguir seu próprio caminho. A Wicca proporciona uma sensação de santidade da vida e a acessibilidade ao Divino e ensina a celebrar as diferenças que nos separam como indivíduos, em lugar de usá-las para discriminar outros.

Um Pagão sempre cria seus filhos com liberdade e conscienciosidade, sabendo que eles têm o direito de fazer suas próprias escolhas. Um pai pagão deve permanecer atento a este fato durante o tempo de responsabilidade pelo bem estar da criança e de sua instrução. Esperançosamente, a instrução de uma criança nos modos de vida Pagã irá ensiná-la a fazer escolhas responsáveis, inteligentes e educadas em sua vida. Esta instrução serve como uma forma de demonstrar que mesmo se elas procurarem por caminhos diferentes, terão nosso amor e apoio. Nós podemos lhes ensinar o amor, respeito, reverência pela natureza, e tolerância à todas as pessoas. Elas aprenderão a questionar, buscar, suportar e entender as coisas nas quais acreditem.

Nunca devemos esquecer que crianças aprendem de exemplos. Elas aprendem muito mais assistindo ao que fazemos do que ao que dizemos. Nós podemos lhes ensinar muito mais do que poderíamos esperar "fazendo", do que somente ensinando-lhes ou falando. Lembre-se que sendo um pai Pagão você sempre deve começar sendo um bom pai. Ensine suas crianças com carinho, respeite o espaço delas e sua individualidade como pessoa. Sempre lembre-as que iremos todos trilhar nossos caminhos individuais no mesmo planeta, por isso, precisamos aprender a respeitar diferenças individuais e viver juntos harmoniosamente.

Muitos pais Pagãos perguntam qual o melhor momento para transmitir os conhecimentos mágicos da Religião Antiga aos seus filhos e quando começar a treiná-los nos métodos de magia.

Qualquer criança que tenha luminosidade suficiente para fazer uma pergunta inteligente merece uma resposta semelhante. O simples responder de uma pergunta, não um curso inteiro de filosofia religiosa, é o primeiro passo para começar a educação consciente de um pequeno Pagão.

Crianças geralmente fazem perguntas para as quais elas precisam de repostas. Elas tem a misteriosa habilidade de decidir qual o tempo certo de começar o seu caminho espiritual. Elas não notam os artigos que têm ao redor de sua casa, a menos que estes artigos à atraiam e quando perceberem seus Instrumentos Mágicos é a hora ideal para explicar seu uso e significados.

Celebrações, atividades de Círculo, Sabbats, festivais e reuniões de Coven são exemplos adicionais de lugares onde podemos instruir nossas crianças. Podemos ensiná-las em qualquer lugar, contanto que nós as ensinemos com carinho. Sempre devemos ter certeza que não estamos dando mais informações do que elas são capazes de absorver, baseado na idade e maturidade da criança individualmente.

Deixe sua criança o guiar, respondendo simplesmente as perguntas que ela lhe fizer. Uma criança que pergunta por que acendemos velas verdes não quer um curso de rituais de velas, ela quer uma resposta simples à pergunta feita.

Elas devem ser criadas com a sensação de que a Magia é natural, faz parte do universo e que é a fonte de poder pessoal através da qual nós controlamos nossa vida e sendo assim nos tornamos mais ainda responsáveis por ela.

Para você que é um pai Pagão torne a vida de seu filho uma vida mágica, discutindo sobre a natureza, dando a ele a possibilidade de possuir um altar pessoal e discutindo as interpretações dos Mitos sagrados de nossa religião. Cante, dance, faça danças espirais com ele e seus amigos, celebre a vida demonstrando que a Deusa aprova todas as manifestações de alegria. Ensine-o a sentir o pulsar da Terra, a receber a energia das árvores, a entender o canto dos pássaros e as direções dos ventos. Ensine para ele os cânticos sagrados de nossa religião e celebre o seu aniversário com danças, rituais e cantos em homenagem aos Deuses e aos ancestrais. Ensine-o a viver em unidade e em integração com a natureza, honrando sua família e amigos.

E o mais importante, esteja com o seu filho, pois o maior e melhor presente mágico que você pode dar a ele é o seu tempo, carinho e atenção. Jamais se esqueça que o amor é a fonte da Magia!

sábado, 10 de abril de 2010

-Wiccaning: o ritual de batismo

-Wiccaning: o ritual de batismo

Este ritual de "batismo" extraído do livro de Janet & Stewart Farrar deve ser utilizado apenas como modelo...como base para que você crie o seu próprio Wiccaning. Use sua criatividade e seu coração!

WICCANING

Ritual de bruxaria correspondente ao batismo cristão

"Os cristãos, quando batizam seus filhos, o fazem em geral com a intenção de compromissá-los com o cristianismo, de preferência perpetuamente - e ao próprio ramo particular de cristianismo dos pais. Espera-se via de regra que os filhos endossarão tal compromisso, ratificando-o quando tiverem idade suficiente para aquiescer conscientemente (embora sem maturidade para discernir). Para sermos justos, esses pais - quando não estão meramente acatando uma convenção social - amiúde assim agem porque sinceramente acreditam que isso é essencial para a segurança das almas de seus filhos. Foram ensinados a crer nisso e freqüentemente mediante o medo.

Essa crença segundo a qual existe apenas um tipo de ingresso para o céu e que um bebê precisa recebê-lo com toda a rapidez para sua própria segurança é, evidentemente, estranha a Wicca. A crença de bruxas e bruxos na reencarnação a nega em todos os casos. Mas, independentemente disto, feiticeiras e feiticeiros sustentam o ponto de vista que era virtualmente universal antes da era do monoteísmo patriarcal, a saber, que todas as religiões são diferentes sendas de expressão das mesmas verdades e que a validade delas para qualquer indivíduo depende da natureza e das necessidades deste.

Uma cerimônia Wiccaning para a criança de uma família de bruxos não compromete, portanto, a criança com nenhuma senda em particular, mesmo uma pertencente a Wicca. É similar a um batizado no sentido em que invoca a proteção divina para a criança e ritualmente afirma o amor e o cuidado com os quais a família e os amigos desejam cercar o recém-chegado. Difere de um batizado no fato de especificamente reconhecer que, à medida que a criança se transforma num adulto, decidirá, e realmente terá que decidir, sobre sua própria senda.

Wicca é, acima de tudo, uma RELIGIÃO NATURAL - de modo que pais-bruxos tentarão naturalmente comunicar a seus filhos a alegria e realização que sua religião lhes proporciona, a família toda partilhando inevitavelmente do modo de vida vinculado a essa religião. Partilhar é uma coisa, impor ou ditar é outra, e longe de assegurar a "salvação" de uma criança, pode muito bem retardá-la - isto se, tal como as feiticeiras, você encarar a salvação não como uma espécie de transação instantânea, mas como um desenvolvimento ao longo de muitas existências

Compomos nosso ritual de Wiccaning dentro desse espírito e achamos que a maioria das bruxas e bruxos concordarão com tal postura.

Sabíamos que a idéia de Ter padrinhos - amigos adultos que manterão um interesse pessoal no desenvolvimento da criança - era uma idéia justificadamente popular e sentimos que uma cerimônia de Wiccaning deveria adotá-la também. A princípio chamamos esses amigos adultos de "Patrocinadores", a fim de evitar uma confusão com respeito à prática cristã. Mas reconsiderando o assunto posteriormente, percebemos que "patrocinador era uma palavra fria e que não havia motivo algum para que "padrinho" e "madrinha" (desde que god abarcasse goddess/ Padrinho em inglês é GODfather e madrinha GODmother) não servissem a bruxas e bruxos tanto como servem os cristãos. Afinal de contas, consideradas as diferenças de crença (e Deus sabe quanto os cristãos diferem entre si), inclusive a diferença de postura que já mencionamos, a função é a mesma.

Os padrinhos não têm de ser eles mesmos necessariamente bruxos, o que cabe aos pais decidir. Mas precisam, ao menos, simpatizar com a intenção do ritual e tê-lo lido integralmente de antemão, para assegurar que possam fazer as necessárias promessas com toda sinceridade (o mesmo se aplica, afinal, a bruxos e bruxas convidados por amigos cristãos para serem padrinhos num batismo cristão).

Se a Grã Sacerdotisa e/ou o Grão Sacerdote se prestam eles próprios a serem padrinhos, farão as promessas um ao outro nos momentos apropriados, durante o ritual.

PREPARAÇÃO

Se os membros do coven normalmente atuarem despidos, a decisão se assim participarão do ritual ou se farão vestidos caberá aos pais da criança. Num caso ou noutro, a Grã Sacerdotisa usará símbolos da Lua, e o Grã Sacerdote símbolos do Sol.
O círculo é marcado com flores e folhas verdes e o caldeirão colocado no centro, preenchido com as mesmas flores e folhas e talvez também de frutos. Coloca-se à disposição, no altar, óleo de consagração. Somente incenso leve deve ser usado - preferivelmente sob forma de bastão. Os presentes para a criança são postos ao lado do altar, bem como o alimento e as bebidas para uma pequena festa no círculo, depois do ritual.
Os pais devem escolher antecipadamente um "nome oculto" para a criança (isto é, em grade parte, para o próprio benefício da criança; crescendo numa família de bruxos, ele ou ela quase certamente apreciará ter um nome de bruxo ou bruxa particular tal como têm mamãe e papai - e se não for o caso, poderá ser discretamente esquecido até que e a menos que seu detentor queira usá-lo novamente).


O RITUAL PARA UMA MENINA

O Ritual de Abertura é realizado normalmente até o fim da invocação do "Grande Deus Cernunnos", exceto pelo fato de que todos, inclusive os pais e a criança, se colocam no círculo antes do traçado, sentamos num semicírculo próximos do caldeirão e olhando para o altar - cedendo lugar à Grã Sacerdotisa, para que esta trace o círculo em torno deles. Somente a Grã Sacerdotisa e o Grão Sacerdote ficam em pé para conduzir o Ritual de Abertura.

Para reduzir movimento excessivo, que poderia amedrontar a criança, a Grã Sacerdotisa traça o círculo com seu athame, e não com a espada, e ninguém se move com ela, ou imita seus gestos quando ela invoca os Senhores das Atalaias. Ela e o Grão Sacerdote carregam os elementos em torno.

Após a invocação do Grande Cernunnos, a Grã Sacerdotisa e o Grão Sacerdote consagram o vinho. Não o experimental, mas colocam o cálice no altar. O Grão Sacerdote, em seguida, posta-se diante do altar, encarando o caldeirão. A Grã Sacerdotisa fica pronta para entregar-lhe o óleo, o vinho e a água.

O Grão Sacerdote diz:

"ESTAMOS REUNIDOS NESTE CÍRCULO PARA PEDIR A BENÇÃO DO PODEROSO DEUS E DA GENTIL DEUSA PARA .....(NOME DA MENINA), A FILHA DE .................. E .................., DE MODO QUE ELA POSSA CRESCER EM BELEZA E FORÇA, EM ALEGRIA E SABEDORIA. HÁ MUITAS SENDAS, E CADA UM TEM DE ENCONTRAR A SUA, E PORTANDO NÃO BUSCAMOS LIGAR ..........(NOME DA MENINA) À NENHUMA SENDA, ENQUANTO ELA É AINDA DEMASIADAMENTE JOVEM PARA ESCOLHER.

PREFERIMOS PEDIR AO DEUS E A DEUSA, QUE CONHECEM TODAS AS SENDA E AOS QUAIS TODAS AS SENDA CONDUZEM, PARA ABENÇOÁ-LA, PROTEGÊ-LA E PREPARÁ-LA AO LONGO DOS ANOS DE SUA INFÃNCIA, DE SORTE QUE, QUANDO FINALMENTE FOR VERDADEIRAMENTE ADULTA, SAIBA ELA SEM ALIMENTAR DÚVIDAS OU MEDO QUAL SUA SENDA E PASSE A TRILHÁ-LA COM CONTENTAMENTO.

....................., MÃE DE ............(NOME DA MENINA), ADIANTA-SE COM ELA PARA QUE POSSA SER ABENÇOADA.

O pai ajuda a mãe a se levantar e ambos levam a criança ao Grão Sacerdote, que a toma em seus braços. Ele pergunta:

....................., MÃE DE ............(NOME DA MENINA),POSSUI ESTA TUA CRIANÇA TAMBÉM UM NOME OCULTO?

A mãe responde:

SEU NOME OCULTO É .....................

O Grão Sacerdote, então, unta a criança na testa com óleo, fazendo a marca de um pentagrama e dizendo:

EU UNTO A TI, ............(DIZER O NOME COMUM), COM ÓLEO E TE DOU O NOME OCULTO DE .......................

Ele repete a ação com o vinho, dizendo:

EU UNTO A TI, .............(DIZER NOME OCULTO), COM VINHO EM NOME DO PODEROSO DEUS CERNUNNOS.

Repete a ação com a água dizendo:

EU UNTO A TI, ..............(DIZER NOME OCULTO), COM ÁGUA EM NOME DA GENTIL DEUSA ARADIA.

O Grão Sacerdote devolve a criança à sua mãe e, então conduz os pais e a criança a cada uma das atalaias, dizendo:

VÓS SENHORES DAS ATALAIAS LESTE (SUL, OESTE, NORTE), COM EFEITO APRESENTAMOS A VÓS .....................(NOME COMUM), CUJO NOME OCULTO É ........................(DIZER NOME OCULTO) E QUE FOI DEVIDAMENTE UNGIDA DENTRO DO CÍRCULO DE WICCA. ESCUTAI, PORTANTO, QUE ELA SE ACHA SOB A PROTEÇÃO DE CERNUNNOS E ARADIA.

O Grão Sacerdote e a Grã Sacerdotisa tomam seus lugares voltados para o altar, com os pais e a criança entre eles. Erguem seus braços e invocam cada um por sua vez:

Grão Sacerdote:

PODEROSO CERNUNNOS, CONCEDE A ESTA CRIANÇA O DOM DA FORÇA;

Grã Sacerdotisa:

GENTIL ARADIA, CONCEDE A ESTA CRIANÇA O DOM DA BELEZA

Grão Sacerdote:

PODEROSO CERNUNNOS, CONCEDE A ESTA CRIANÇA O DOM DA SABEDORIA

Grã Sacerdotisa:

GENTIL ARADIA, CONCEDE A ESTA CRIANÇA O DOM DO AMOR;

O Grão Sacerdote, a Grã Sacerdotisa e os pais se voltam para encarar o centro do círculo, e o Grão Sacerdote então pergunta:

HÁ DUAS PESSOAS NO CÍRCULO QUE SE APRESENTARIAM COMO PADRINHOS DE ......................?

(OBS.: Se o sacerdote e a sacerdotisa estão se apresentando como padrinhos, ele perguntará, em lugar disso,:

HÁ ALGUÉM NO CÌRCULO QUE SE APRESENTARÀ COMIGO, COMO PADRINHOS DE.................?

e a Sacerdotisa responderá:

EU ME JUNTAREI A VÓS.

Em seguida eles olharão um para o outro e trocarão as perguntas e promessas). Os padrinhos deverão se adiantar e ficar de pé, a madrinha encarando o Sacerdote e o padrinho encarando a Sacerdotisa.

O Sacerdote pergunta para a madrinha:

TU, ............... PROMETES SER UMA AMIGA DE ................... AO LONGO DE SUA INFÂNCIA, NO SENTIDO DE AJUDÁ-LA E GUIÁ-LA DA MANEIRA QUE ELA NECESSITAR; E DE ACORDO COM SEUS PAIS POR ELA ZELAR E AMÁ-LA COMO SE FOSSE DE TEU PRÓPRIO SANQUE ATÉ QUE PELA GRAÇA DE CERNUNNOS E ARADIA ELA ESTEJA PRONTA PARA ESCOLHER SUA PRÓPRIA SENDA?

A madrinha responde: EU,.............. ASSIM PROMETO.

A Grã Sacerdotisa pergunta ao padrinho:

TU, ............... PROMETES SER UMA AMIGA DE ................... AO LONGO DE SUA INFÂNCIA, NO SENTIDO DE AJUDÁ-LA E GUIÁ-LA DA MANEIRA QUE ELA NECESSITAR; E DE ACORDO COM SEUS PAIS POR ELA ZELAR E AMÁ-LA COMO SE FOSSE DE TEU PRÓPRIO SANQUE ATÉ QUE PELA GRAÇA DE CERNUNNOS E ARADIA ELA ESTEJA PRONTA PARA ESCOLHER SUA PRÓPRIA SENDA?

O padrinho responde: EU, .............ASSIM PROMETO.

O Grão Sacerdote diz: O DEUS E A DEUSA A ABENÇOARAM; OS SENHORES DAS ATALAIAS A RECONHECERAM; NÓS SEUS AMIGOS LHE DEMOS AS BOAS VINDA; PORTANTO, Ó CÍRCULO DAS ESTRELAS; BRILHA EM PAZ SOBRE ............... CUJO NOME OCULTO É.................. QUE ASSIM SEJA.

Todos dizem: QUE ASSIM SEJA!

O Grão Sacerdote diz:

QUE TODOS SE SENTEM DENTRO DO CÍRCULO

Todos se sentam, exceto o sacerdote e a sacerdotisa, que experimentam e passam por todos o vinha já consagrado da maneira usual e então consagram e passam a todos os bolos da maneira usual.
A seguir, buscam os presentes, o alimento e as bebidas da festa e se sentam com os outros, daqui em diante passando-se para o informal.

O RITUAL PARA UM MENINO

A diferença básica caso a criança seja um menino é que o Grão Sacerdote e a Grã Sacerdotisa trocam suas funções. Ela realiza o enunciado de abertura e executa a unção, o Grão Sacerdote lhe entrega o óleo, o vinho e a água. Ela representa a criança às atalaias. A invocação a Deusa e ao Deus por seus dons de força, beleza, sabedoria e amor, entretanto, é feita exatamente como a feita para a menina, e na mesma ordem. A Grã Sacerdotisa convoca os padrinhos para que se apresentem e toma a promessa do padrinho; o Sacerdote toma então a promessa da madrinha. A Grã Sacerdotisa pronuncia a bênção final.

-Ritual de Auto-Iniciação 2

-Ritual de Auto-Iniciação

O Ritual de Auto-Iniciação é um compromisso entre você e os Deuses, portanto deve ser feito em absoluta solidão. Escolha uma Lua Cheia, próxima de seu aniversário, se possível, vá para um lugar próximo à Natureza. Uma casa de campo ou praia é o ideal.

No dia do Ritual, procure estar em contato com a Natureza. Tire o dia para descansar. Afaste-se um pouco da televisão, dos jornais e de todas as fontes de notícias negativas. Esqueça as contas, os problemas de família e tire o fone do gancho. Escolha um local onde você não seja interrompido. Antes do Ritual, limpe cuidadosamente o local onde ele será realizado, mentalizando que todas as energias negativas estão saindo juntamente com a poeira. Tome um banho relaxante. Um banho com pétalas de rosa e algumas gotas de perfume é o ideal. Este Ritual pode ser feito ao ar livre, mas como a pessoa deve estar nua, eu acho melhor fazê-lo num recinto fechado para não atrair curiosos, e, principalmente, para não ter problemas com a Polícia! Você pode seguir à risca o Ritual abaixo, ou usá-lo como base para criar o seu próprio Ritual, o que é bem melhor, pois você deve usar as suas próprias palavras para se dirigir aos Deuses sem ficar copiando ou simplesmente decorando textos de terceiros. Os Materiais necessários para o Ritual são os seguintes:

• Uma vela preta representando a Deusa
• Uma vela branca representando o Deus
• Quatro velas para os Quadrantes, sendo uma vela preta para o Norte, uma vela branca para o Leste, uma vermelha para o Sul e uma azul para o Oeste (essas são as cores da tradição Celta, se você quiser, pode mudá-las)
• Incensório com incenso do seu agrado
• Um pires de Sal Marinho
• Uma vasilha com água de fonte, de rio ou água mineral. Procure não usar água de torneira
• Um Athame ou qualquer punhal de sua escolha
• Um cálice de Vinho Tinto (caso você não possa tomar bebidas alcoólicas, substitua por suco de maçã ou água)

O Ritual deve ser feito após o crepúsculo. deixe que o local escolhido receba a luz da Lua por alguns minutos. No dia do Ritual, procure não comer carne e nem tome drogas de espécie alguma. Faça um jejum ou coma frutas e verduras. Quando for para o Círculo, tenha a certeza de que levou o material necessário para não ter que sair e interromper o Ritual. Se houver outras pessoas na casa, peça para que você não seja interrompida durante aquele período. Durante o Ritual, você deve estar nua, sem jóias ou qualquer adorno. Os cabelos ficam soltos se forem compridos. O objetivo do Ritual é nos apresentarmos aos Deuses da forma mais natural possível. Acenda as velas em seus respectivos Quadrantes, que devem ser determinados com uma bússola antes do Ritual. Monte o Altar ao Norte, com a vela da Deusa à esquerda e a vela do Deus à direita. No Altar também devem estar o Cálice, o Athame, o sal, a água e o incenso, que deve ser aceso na vela da Deusa. Você também pode colocar no Altar coisas que sejam importantes para a sua vida e outros objetos de seu agrado. Lembre-se que a liberdade é a essência da Bruxaria!
Apague as luzes e deixe que somente a luz das velas ilumine o aposento. Segure o Athame com ambas as mãos e trace o Círculo no sentido horário, começando pelo Norte, e diga com energia e máxima concentração:

"- Em nome da Deusa e do Deus, eu traço este Círculo de proteção! Dele nenhum mal sairá. Dentro dele, nenhum mal poderá entrar. Pelos guardiões dos Quatro Quadrantes da Terra, eu convido todos os Elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água para que entrem nesse Círculo e me auxiliem nessa iniciação."

Volte ao Norte, beije a Lâmina do seu Athame e coloque-o novamente no Altar. Pegue o Sal, jogue três punhados na Água e diga:

"- Abençoado seja o Sal que purifica esta Água!"

Segure a vasilha com a Água salgada e dê três voltas ao redor do Círculo, em sentido horário, enquanto deixa cair algumas gotas no chão. Volte ao Norte e diga:

"- Da mesma forma que o Sal purificou a Água, que minha vida seja purificada pelo Amor da Grande Mãe!"

Pegue o Incenso e dê três voltas ao redor do Círculo, no sentido horário, volte ao Norte e diga:

"- Abençoada seja esta Criatura do Ar, que leva até os Deuses a minha oferenda de Alegria!"

Fique de fronte para o Altar e diga:

"- Eu (diga seu nome completo), compareço diante dos Deuses de minha livre e espontânea vontade, abrindo meu coração para as verdades e ensinamentos da Wicca. Juro perante os Deuses jamais usar meus conhecimentos para prejudicar qualquer criatura viva ou para finalidades egoísticas. Juro nunca fazer em meus Rituais de Wicca nada que cause dor, sofrimento, humilhação ou medo a nenhuma criatura viva. Juro defender meus irmãos e irmãs na Arte, bem como divulgar a Wicca para todos os que desejarem aprender, sem jamais tentar converter ninguém às minhas crenças ou menosprezar as crenças alheias. Juro amar o Planeta Terra, procurar sempre harmonia com toda a Natureza, e, acima de tudo, colocar sempre a vida humana acima de interesses materiais. Juro nunca prejudicar meus irmãos da Arte ou revelar seus nomes mágicos, embora eu tenha o direito e a obrigação de me defender contra energias ou pessoas negativas que queiram me prejudicar ou fazer mal aos que eu amo. A partir de agora, não existe nenhuma parte de mim que não seja dos Deuses; portanto, meu corpo é sagrado. Nenhuma parte dele é impura ou vergonhosa. Meu corpo merece todo o respeito, como fonte divina de vida e prazer. A partir de agora, a verdadeira autoridade sobre mim virá somente dos Deuses. Não aceitarei nenhum tipo de opressão, nem ficarei ao lado dos que oprimem meus semelhantes em busca de poder. A partir de hoje, lutarei para que a Justiça do Deus e Amor da Deusa sejam estabelecidos na Terra. Assim seja!"

Pegue o Cálice, derrame um pouco de vinho no chão e diga:

"- Da mesma forma que este vinho se derramou, que o poder seja tirado de mim se eu não cumprir meu juramento!"

Molhe o dedo no vinho, desenhe um Pentagrama no ponto entre as sobrancelhas e diga:

"- Que meus pensamentos sejam guiados pela Luz dos Deuses!"

Molhe o dedo novamente, e desenhe um Pentagrama em cada Pálpebra, dizendo:

"- Que meus olhos vejam o Poder dos Deuses em toda a Natureza."

Molhe o dedo, desenhe um Pentagrama em sua boca, dizendo:

"- Que todas as minhas palavras sejam para propagar o Amor dos Deuses."

Molhe o dedo e trace um Pentagrama em seu coração, dizendo:

"- Que a Grande Mãe esteja em meu coração, para que eu tenha compaixão por todos os seres humanos e por todas as criaturas."

Molhe o dedo e trace um Pentagrama na Região Sexual, dizendo:

" - Que meu sexo seja abençoado pelos Deuses, para que haja fertilidade em minha vida."

Molhe os dedos e trace um Pentagrama em cada um de seus pés, dizendo:

"- Que meus pés me levem pelos caminhos da Felicidade, e que os Deuses guiem todos os meus passos."

Segure o Cálice com ambas as mãos, beba o Vinho, deixando um pouco no fundo, e diga:

"- Este é o Útero da Grande Mãe. Dele eu vim, e para ele eu voltarei com Alegria! Que assim seja, para o bem de todos!"

Jogue o resto do vinho no chão.

O Ritual em si está terminado, mas você ainda pode ficar mais alguns minutos no Círculo para meditar sobre a Bruxaria e todas as promessas assumidas.

Obs.: se você quiser assumir um nome mágico, assim que derramar o vinho no chão, diga: "- De agora em diante, meu nome perante os Deuses é (diga seu nome mágico)." Este nome deverá ser conhecido somente por você! Dentro de Um Ano e Um Dia, você poderá fazer um novo Ritual para confirmar seus votos, mantendo ou alterando seu Nome Mágico.

O Ritual de Auto-Iniciação é uma data de muita alegria; portanto, não fique preocupada se errar algumas palavras ou esquecer alguma coisa. Nem precisa ficar preocupada se você não souber falar palavras bonitas. O mais importante é o que está em seu coração, e os Deuses conhecem muito bem as palavras sinceras. Se você não tiver os materiais necessários ou um ambiente propício, improvise dentro das suas condições. Use a imaginação, pois o mais importante é o Amor e a Devoção pelos Deuses!

Preceito Diário

Preceito Diário

Eu me levanto hoje
Pela força dos céus
Luz do Sol
Brilho da Lua
Resplendor do Fogo
Presteza do Vento
Profundidade do Mar
Estabilidade da Terra
Firmeza da Rocha.
QUE ASSIM SEJA!
E ASSIM SE FAÇA!

** Oração a Rainha das Fadas **

** Oração a Rainha das Fadas **

Ave, Rainha das Fadas!
Tu que colocas mais frescor nas manhãs, sedução nas tardes, mistérios nas noites e doçura nas madrugadas, derrama um pouco de tudo isso sobre mim para que eu possa encantar, seduzir, alegrar, apaixonar, ser e fazer feliz.
Ó, Fada Rainha! Ouve a prece minha.
Rainha da Alvorada, Musa dos Namorados, dos Poetas, dos Magos, dos Cantores, dos Escritores, enche minha alma de sonhos, de música, de poesia e cobre meu corpo de encantos, de carícias e de flores,
porque assim poderei dar todas as delícias e receber todos os amores!
Senhora de todas as Primaveras, das mais lindas quimeras, de todas as Eras!
Dá-me todos os alimentos e todos os encantamentos de Afrodite, seus licores, seus perfumes, seus sabores, para que eu seja cada vez mais suave, mais ardente, mágica, atraente... uma Lua Ensolarada, Enluarada, uma Deusa Concreta, Completa!
Para que eu seja uma... uma... uma Perfeita Fada e ame sempre e sempre seja amada.
Ave! Ave! Ave Rainha das Flores, dos Amores, das Alvoradas...
ave, Rainha das Fadas! "Todos os sons, todas as luzes, todos os Dons para mim".
Obrigada. Ave, Rainha das Fadas!
**********************
As Fadas gostam de frutas, de flores, de água fresca e de muitas coisas mais Há rituais específicos para três, sete e treze Fadas e um ritual para todas as Fadas.
Os banhos das Fadas são feitos com flores e sucos de frutas. Gostam de dar e de receber presentes

quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMO SE TORNAR UM BRUXO

Autoria: Gwynn Devin

A Wicca é uma das religiões que mais crescem nas últimas décadas. A freqüente exposição da imagem de bruxas (ou bruxos infantis, como no caso do fictício Harry Potter) fez com que a Wicca se popularizasse ainda mais e com isso a busca por informações sobre a religião aumentou substancialmente. Desde o começo dos anos 80 a Wicca vem se popularizando, graças aos esforços de grupos feministas que viram na religião da Deusa uma forma de se expressarem espiritualmente. Mas então... Isso significa que todos os que se interessam hoje em dia por Wicca o fazem por ser "moda"?

Claro que não. E se você está lendo este texto agora sabe que isso não é verdade. As pessoas que criticam os wiccanos pensam que seus praticantes, neófitos ou não, são burros ao ponto de estarem em uma religião apenas porque "se identificaram com o Gandalf" ou porque pensam que voarão em vassouras. Estamos falando de uma religião, gente.

Uma teoria bastante difundida no meio wiccano é a de que "a Deusa filtra". Isto é: com o tempo, aqueles que se dizem wiccanos verão se é isso mesmo o que querem ou não. E tudo bem se não for. Uma religião deve libertar, não prender. Todos somos livres para escolher qual caminhos queremos seguir.

Mas então você tem certeza de que quer se tornar uma Bruxa (ou Bruxo)? E está perdido sem saber por onde começar?

Calma, é normal. Não importa a sua idade; geralmente, quando nos deparamos com a Wicca, a sensação que temos é de que finalmente encontramos o que estávamos procurando, não é verdade? A identificação é imediata e logo queremos aprender mais e mais sobre a religião.

Aliás, chegamos a um dos pontos mais importantes de sua jornada. É consenso entre os bruxos "veteranos" que é absolutamente imprescindível você ter sede pelo conhecimento e buscá-lo em todos os lugares. Isso significa ler, ler muito.

Geralmente fica aquela coisa de: "Tá, mas o que eu leio primeiro?". A verdade é que você mesmo deve procurar em uma livraria o livro que mais lhe atrair, mas eu recomendo que você não deixe de ler os livros "clássicos"; aqueles que todo Bruxo recomenda quando você pergunta (ver lista abaixo). Outra coisa realmente importante com relação aos livros (e que você não deve jamais esquecer) é que você nunca deve se prender às idéias de um só livro ou de um só autor. Há muita coisa na Wicca que desvia bastante do caminho original e quem está começando agora não tem como discernir isso. A melhor maneira de evitar esse tipo de coisa é ler diferentes livros, de diferentes autores, e rapidamente você notará como há diferenças entre eles. Portanto, seja sempre humilde. Se alguém afirmar algo que a princípio você não concorde, não critique sem antes procurar entender a opinião da pessoa, sua tradição etc.

Recentemente, acompanhei em algumas listas de discussão pela Internet brigas enormes entre wiccanos justamente porque neófitos intolerantes e sem um pingo de humildade simplesmente recusavam a opinião de sacerdotes experientes. Ninguém aqui está dizendo que devemos dizer "amém" a essas pessoas, mas temos muito o que aprender com elas e respeito sempre é bom. É o respeitar para ser respeitado, pois somos todos iguais e acreditamos na Lei do Retorno - lembrem-se disso.

Mas continuando. Outra pergunta freqüente que sempre ouço é: "Mas eu não tenho dinheiro para comprar livros!". OK, você não precisa ter pressa. Sei que a maioria não gostará dessa resposta, mas nem sempre a verdade é aquilo o que queremos ouvir: você tem a vida toda pela frente e pode ter certeza de que você um dia terá dinheiro para comprar pelo menos alguns livros wiccanos. E outra: se você está lendo este texto agora é porque pode acessar a Internet de algum forma, e a Web é uma grande fonte de conhecimento. Este website inteiro é uma grande fonte de pesquisa e, se você ler tudo, estudar, em pouco tempo saberá os princípios básicos de nossa religião.

Vamos agora à uma outra realidade: a Wicca não é uma religião só de livros; a prática é tão importante quanto a teoria. No entanto, no começo, é comum todo mundo ficar mais ou menos perdido, sem saber o que fazer. O indicado é fazer o que se sente à vontade, seja um ritual elaborado para um sabbat, seja meditar com uma vela sob a luz da Lua. Por mais que você queira "só ler", por enquanto, vá se habituando (se já não for habituado) a acender incensos, velas, meditar, preparar chás. Aos poucos as coisas vão acontecendo. Como eu disse, não precisa ter pressa. Você terá muito tempo para praticar a religião; sua vida é longa e o verdadeiro aprendizado só vem com o tempo e dedicação (juntos, não separados). Toda vez que ficar ansioso com relação a isso, procure meditar, escrever no seu diário ou se distrair, mas relaxe.

Como este texto já está ficando enorme, seguem mais algumas breves dicas (mas não menos importantes) para quem, como você, está começando agora:
1. Não fique preocupado querendo ter todos os instrumentos (athame, caldeirão etc.). Como já disse, comece aos poucos com incensos, velas, ervas para chás. Guarde seu rico dinheirinho para os livros! Esses sim serão bem mais úteis agora!
2. Não fique se preocupando com dedicação, iniciação, auto-iniciação ou qualquer coisa relacionada. Se tiver um desejo imenso de se apresentar aos deuses como seu "novo filho", organize um ritual simples e seja sincero, com palavras vindas do seu coração. Eles sabem que você está começando e isso é muito mais válido que fazer um ritual sem muito significado pra você. Acenda uma vela branca e seu incenso preferido e pronto. Não se preocupe.
3. Eu sei que a vontade é grande, mas não fique contando a todo mundo sobre a sua nova opção religiosa. Lembre-se: saber, ousar, querer e calar. Você nunca sabe o que pode acontecer mais tarde e o preconceito pode nascer em qualquer lugar, infelizmente.
4. Não seja desrespeitoso com membros de outras religiões apenas porque você não concorda com eles. Ódio gera mais ódio e não é isso o que você quer, não é mesmo?
5. Seja humilde, sempre. Não tenha medo de perguntar quando tiver uma dúvida, nem seja intolerante apenas por não concordar com a opinião alheia. Estamos aprendendo sempre.
Segue a indicação de livros:

. O Livro Completo De Bruxaria Do Buckland (Raymond Buckland);
. O Poder Da Bruxa (Laurie Cabot);
. Wicca, A Religião Da Deusa (Claudiney Prieto);
. A Dança Cósmica Das Feiticeiras (Starhawk);
. A Bruxaria Hoje (Gerald Gardner);
. Os Mistérios Wiccanos (Raven Grimassi).

Seja qual livro você escolher primeiro ou depois, preste bastante atenção. Muitos autores escrevem de uma maneira gostosa de ler e por isso atraem muitos simpatizantes; eles dizem o que as pessoas querem ouvir. No entanto, o caminho mais fácil ou confortável nem sempre é o melhor caminho. Lembrando-se sempre disso, tenho certeza de que você estará evoluindo para ser uma verdadeira Bruxa ou Bruxo. Blessed be!

CHAKRAS

Os chakras são centros energéticos e psíquicos dos corpos físico e sutil. Estes estão em constante atividade, embora sua presença nem sempre seja percebida conscientemente. A palavra sânscrita chakra pode ser traduzida por roda, círculo ou movimento. De acordo com os ensinamentos e as representações pictóricas desses centros de energia, pode-se afirmar que eles são formados por um centro com pétalas. É pelos chakras que transitam e se movem as energias sutis do corpo.

A Teosofia explica que os chakras estão localizados no duplo etérico, ou seja, numa linha externa ao corpo físico. Assim, os chakras atuam como centros de energia entre os corpos físico e astral. No Tantra e Budismo os chakras estão localizados dentro e fora do corpo (duplo etérico), já a Kundalini, energia da vida e do desejo conhecida também como libido e que ativa os chakras se movimenta dentro do corpo físico.

Normalmente, os chakras são pequenos, não apresentando mais do que 5 centímetros de diâmetro. Com a prática de mantram, yoga, meditação e mantra, os chakras aumentam de tamanho e sua luz se expande. Sua aparência pode ser descrita como circular, luminosa, tal qual um "CD" musical girando. Cada um tem uma cor, mantram e elemento que o estimula. Seu movimento é ininterrupto. Os sete chakras principais estão associados ao sistema glandular do corpo físico. Além disso, os chakras também funcionam como centros de captação, contenção e distribuição de energia para todos os corpos. É importante ressaltar que os chakras mais conhecidos e os mais importantes são os sete de que tratemos a seguir. Entretanto, sabemos que existem outros chakras espalhados pelo corpo.

Os sete principais estão localizados ao longo da coluna vertebral, dispostos verticalmente. Cada chakra atua em funções específicas, mediante o recebimento de energias internas e externas. Estão divididos em três grupos: Inferior, Médio e Superior. Temos também 3 nós a serem rompidos ou desatados, que estão localizados no primeiro, no quarto e no sexto, chakra que ordena a subida da kundalini. Os inferiores, mais associados à matéria, são o Muladhara, o Swadhistana e o Manipura. O Médio, ou Intermediário é o Anahata, associado aos sentimentos. E os Superiores são o Vishuddha, o Ajña e o Sahashara, que estão associados ao mental e a iluminação. Os chakras nunca param de girar e em sua rotatividade obedecem ao sentido horário ou anti-horário, dependendo da qualidade energética de cada indivíduo.

Quando em rotação horária, o movimento é destrógeno (destro), para direita e se caracteriza por:
- Possuir força centrífuga (para fora).
- Ser menos suscetível a influências externas.
- Não carregar miasmas.
- Ser um polo irradiador (de dentro para fora).
- Produzir siddhis (intuição).



Quando em rotação anti-horária, o movimento é sinestrógeno (sinistro), para esquerda. Possui as seguintes características:
- Sua força é centrípeta (para dentro).
- Capta energia externa, mantendo o corpo aberto.
- Mediunidade e sensitividade.
- Sensibilidade ao ambiente.
- Aptidão para fazer diagnósticos precisos, se for bom médium.
- Poder de captação (carrega miasmas).



Quem perde muita energia, sobrevive da energia dos outros (vampirismo).

Existem muitas práticas que fazem o chakra girar em sentido horário e anti-horário. Temos que tomar cuidado para não misturar essas práticas.

É importante fazer com que eles movimentem-se cada vez mais depressa. Para que isso ocorra, são necessárias consciência e práticas que estimulam os chakras.

Método interno: despertar kundalini através de yoga, mantram ou maithuna (ato sexual sacralizado).
Método externo: passe magnético, massagem, acupuntura, moxabustão, gemoterapia (pedras), cromoterapia (cores).

O sexto Chakra pode ser mais estimulado que os demais pelo mantra om, pois possui uma força que estimula e atrai a subida da kundalini.

Muladhara Chakra

Significado do Nome: Fundação, ou suporte da base. Estrutura da base, fecundação.
Nome em Português: Chakra Básico. Aqui o nome é somente para facilitar a leitura, com informações retiradas de livros populares.
Localização: Localizado nos órgãos genitais e na pélvis, relacionado com as gônadas (glândulas sexuais), governa o sistema reprodutor. Este chakra anima a substância do corpo físico, o poder e o instinto de sobrevivência. É a ligação com a terra. Concentra as energias da Kundaliní, que uma vez despertadas progridem coluna acima, seguindo um padrão geométrico similar ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de DNA que contém o código da vida.
Aspectos a serem compreendidos: Sobrevivência, alimento, conhecimento, auto-realização, valores (segurança financeira), sexo (procriação), longevidade e prazer.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: Anemias, resfriados, sexualidade reprimida ou excessiva, frigidez, impotência, insuficiência renal, fadiga, dores nas articulações, dores lombares e nas pernas, pressão alta ou baixa, problemas de coluna, osteoporose, falta de energia, prisão de ventre, diarréia, colite, apendicite, etc.
Emocional equilibrado: Impulso para agir, consciência instintiva básica, força, agressividade controlada, coragem, afeição, criatividade, generosidade, capacidade de sentir prazer, pessoa sensata, segura e estável, habilidade em prover o necessário para vida e capacidade de cuidar de si.
Emocional desequilibrado: Egocentrismo, agressividade, preocupação, inexatidão, indolência, extravagância, não permite o prazer, pessoa sem vida, desanimada, confusão de interesses, insatisfação, medo, timidez, insegurança, histeria, paixões fortes, aspereza, dificuldade em lidar com finananças, medo de arriscar-se, apego material, tabus sexuais.
Forma geométrica: quadrado, possuindo grande relação ao conhecimento ligado à terra, às quatro dimensões e às quatro direções.
Cor: vermelho em brasa para tonificar. É a cor mais quente e densa. Aquece e estimula a circulação. Estimula o fluido da medula espinhal e o sistema nervoso simpático; energiza o fígado, estimulando os nervos e músculos. Vitaliza e organiza o corpo físico. Violeta, azul ou rosa para sedar este chakra.
Alimentos que estimulam o chakra: Agrião, berinjela, beterraba, tomate, morango.
Gemas: Rubi, jaspe-vermelho, cornalina vermelha, rubelita, granada vermelha, ágata vermelha.
Mantra: Lam.
Elemento: Terra - o mais denso dos elementos, pois é uma mistura dos 4 elementos: água, fogo, ar e éter.
Fase da vida: Desde a união do espermatozóide com o óvulo, até 7 ou 8 anos.
Funções: Um indivíduo dominado pelo chakra Muladhara geralmente dorme de dez a doze horas por noite, sobre o estômago. Este chakra Muladhara incluí os planos da origem, ilusão, ira, avidez, desilusão, avareza e sensualidade. Estes aspectos do primeiro chakra são inerentes à existência humana. O desejo de mais experiência e mais informação age como força motivadora, um ímpeto básico para o desenvolvimento individual.

O chakra Muladhara é o local da Kundalini enroscada, da Shakti vital, ou força energética. A serpente Kundalini está enroscada em torno do Lingam Svayambhu.

É o chakra onde nasce e reside a energia kundalini que se movimenta em espiral, pelas nadis, rios internos conhecidos por Ida e Píngala que distribuem por todo o corpo energia e o impulso de vida. É também o centro erótico do Ser.

- Nadi Ida: canal esquerdo transportador das correntes lunares, natureza feminina visual e emocional, produção de vida, energia materna, respiração esquerda que proporciona estabilidade para a vida. A narina esquerda é aberta durante o dia, equilibra a energia solar criando um equilíbrio para si, tornando-nos mais relaxados e mais alertas mentalmente.
- Nadi Píngala: canal direito transporta correntes solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva, também purificador, a narina do lado direito é de natureza elétrica masculina, verbal e racional. Torna o corpo físico mais dinâmico, (eficiente e ativo durante horas noturnas, aumentando a saúde). Quando um casal tem um orgasmo sexual, sem repressão e com consciência; em algumas vezes, elevam a kundalini, nutrindo todos os chakras através de Ida e Píngala.


Swadhisthana Chakra

Significado do Nome: Lugar-Morada do Ser ou o "Fundamento de si próprio".
Nome em Português: Chakra Esplênico ou Umbilical.
Localização: Localizado na lombar e abaixo do umbigo, está relacionado com as glândulas supra-renais, regendo a coluna vertebral e os rins. Rege os rins, sistema reprodutor, circulatório e bexiga. As energias como a paixão, sensualidade e a criatividade são manifestadas através deste chakra.
Aspectos a serem compreendidos: Poder de seduzir criatividade e relacionamento.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: desarmonia dos rins, fígado, pâncreas, vesícula e bexiga. Alergias alimentares, problemas menstruais, distúrbios gástricos e intestinais, perda da vitalidade, dores lombares, no sacro e cóccix.
Emocional Equilibrado: União sexual prazeirosa, alegria instintiva, capacidade de planejamento, coragem de viver, paixão, habilidade em relacionar-se, jogo de cintura, flexibilidade, auto-aceitação e paixão pela vida.
Emocional Desequilibrado: Medo, incapacidade de construir, distração, raiva, ódio, inveja, insegurança, falta de paixão, tristeza, manipulação e apego, dependência emocional, vícios e auto-destruição.
Forma Geométrica: Círculo. Representa a forma crescente da lua.
Cor: Laranja - tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz otimismo, expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança e automotivação. Azul ou verde para sedar.
Alimentos que estimulam o chakra: Abóbora, cenoura, milho, laranja, manga, caqui.
Gemas: Quartzo laranja, calcita laranja, topázio, cornalina laranja.
Mantra: Vam.
Elemento: Água - forma circular - três quartos da Terra são cobertos de água, (planeta água) três quartos do peso de uma pessoa são de água - a essência da vida. Os sons da água ampliam a vibração desse chakra.
Fase da vida: de 8 à 14 anos.
Funções: Energia de criatividade e impulso emocional; é o centro da procriação, manifesta-se sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. É representado por uma lua crescente. Neste chakra inicia-se a expansão da personalidade. Centro da purificação.


Manipura Chakra

Significado do Nome: Cidade das Gemas ou Cidade das pedras preciosas.
Nome em Português: Chakra Plexo Solar.
Localização: Localizado um pouco acima do umbigo. Rege o pâncreas. A área de influência deste chakra é o sistema digestivo: estômago, fígado e a vesícula biliar, além do sistema nervoso.
Aspetos a serem compreendidos: Escolhas do que você quer. Individualidade e poder pessoal (como você se vê), sua identidade no mundo.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: Má digestão, diabetes, toxinas, úlceras e hérnias, gastrites e problemas de assimilação dos alimentos. Hipocondria, câncer no intestino e anorexia ou bulimia.
Emocional Equilibrado: Impulso para vivenciar as emoções, colocar-se expressando suas próprias qualidades, vontade de liderar, amor a vida, aptidão para experimentá-lo com plenitude, propósitos definidos de ações, intuição, ternura e boa vontade. Auto-estima, confiança e alegria.
Emocional Desequilibrado: Ansiedade, egoísmo, vaidade, ciúme, preconceitos, ira, timidez, intransigências, abuso de poder, impaciência, preocupação. Não sabe dizer não. Desconfiança, arrogância e baixa auto-estima.
Forma Geométrica: Triângulo invertido, sugerindo o movimento descendente da energia.
Cor: Amarelo dourado para tonificar.
Alimentos: Manteiga, gema do ovo, cenoura, batata doce, abóbora, banana, abacaxi, melão, pêssego, limão.
Gemas: Citrino, topázio, cornalina amarela.
Mantra: Ram (lê-se o "R" com em vidro) - o principal ponto de concentração durante a produção deste som é o umbigo. Traz longevidade.
Elemento: Fogo auxilia a digestão e a absorção do alimento fornecendo a energia vital.
Fase da Vida: De 14 à 21 anos.


Anahata Chakra

Significado do Nome: "Intocado" ou "O Som não produzido" (batidas do coração).
Nome em Português: Chakra Cardíaco.
Localização: Situa-se na região do tórax e está conectado com a glândula timo, responsável pelo funcionamento do sistema imunológico. É o chakra do coração, centro energético do amor.
A elevação das energias do chakra do plexo solar até o coração acontece em indivíduos que estão desenvolvendo a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade. As doenças do coração, sistema circulatório e sangue podem ser tratadas através deste chakra.
Aspectos a ser Compreendidos: amor incondicional, compaixão, perdão, verdade e gratidão.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: Doenças cardíacas, distúrbios de pressão, problemas pulmonares e bronquites. Sistema imunológico ineficiente e dor de cabeça.
Emocional Equilibrado: Amor próprio e pela humanidade, verdadeira compreensão da compaixão e benevolência, aceitação, bondade, disponibilidade para o perdão, ajuda ao próximo, sabedoria, conscientização do outro, assentamento na estrutura terrena, dá consistência e vitalidade as aspirações amorosas, pacificação, fé na vida e nas pessoas.
Emocional Desequilibrado: Depressão, angústia, desprezo, raiva e medo, apego ao apego, incapacidade de amar e se emocionar. Coração fechado, apego e depressão.
Forma Geométrica: Hexagrama - dois triângulos sobrepostos, um voltado para cima, simboliza Shiva, o princípio masculino. O outro triângulo, voltado para baixo, simboliza Shakti, o princípio feminino. Atinge-se o equilíbrio quando estas duas forças estão unidas em harmonia.
Cor: Rosa - amor incondicional / verde é dilatador de veias, artérias e músculos, usado para pressão alta, cateterismo. É relaxante do sistema nervoso, principalmente simpático e muscular, auxiliando nos casos de esgotamento, irritação e insônia; regula a pressão arterial, o sistema circulatório e estimula a glândula pituitária, normalizando a função das demais glândulas. Auxilia nos casos de febre, quando não se sabe a causa da infecção. Cria espaço no coração como o frescor da primavera, fazendo sentir-se renovado. Violeta e magenta (falta de energia) para tonificar.
Alimentos que estimulam o chakra: Frutas e verduras verdes (abacate, kiwi, maçã verde, uva, agrião, alface, escarola, brócolis).
Gema: Quartzo rosa, pirita, esmeralda.
Mantra: Yam - a concentração deverá estar centralizada no coração, desfazendo qualquer bloqueio na região cardíaca, proporcionando controle sobre a respiração.
Elemento: Ar - Auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração. A estrela de seis pontas simboliza o elemento ar.
Fases da vida: 21 a 28 anos.
Funções: Intermedia os chakras superiores e inferiores; impulso de se abraçar a sua Verdade, ao Amor; reequilíbrio; altruísmo; compaixão. Este chakra se expande em todas as direções e dimensões, como uma estrela de seis pontas.


Vishuddha Chakra

Significado do Nome: Puro ou "Centro da Pureza".
Nome em Português: Chakra Laríngeo.
Localização: Localizado sobre a garganta, se comunica com a glândula tireóide. Está ligado à inspiração, a comunicação e a expressão com o mundo.
Aspectos a serem Compreendidos: Comunicação interna e externa - esclarecimento que conduz ao estado de consciência.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: Laringite, faringite, problemas de tiróide e paratiróide, doenças mentais, distúrbios da fala, gagueira e surdez.
Emocional Equilibrado: Sensibilidade, criatividade artística, dom da palavra e do conhecimento, claraudiência, intelecto claro, independência, idealização, senso de planejamento, força de vontade, capacidade de tomar decisões.
Emocional Desequilibrado: Fobias, covardia, falta de criatividade, mentalidade e expressão tacanha, rude e pobreza de espírito, criticismo, preconceitos, atitudes extremamente racionais, pessoa que reclama o tempo todo, agressividade verbal e apego a crenças limitantes.
Forma Geométrica: Lua crescente.
Cor: Azul - atua como tranqüilizante na aura. É calmante do sistema nervoso, e equilibrador nos casos de obsessão. Traz quietude e paz mental, estimula a busca da verdade interna, a inspiração, criatividade, a fé e está associada à paciência e serenidade. Turquesa estimula a comunicação em público. Para tonificar, laranja e violeta.
Alimentos que estimulam o chakra: Ameixa preta, uva passa, amoras, peixes, aspargos, batatas.
Gemas: Safira azul, lápis lazuli, sodalita, azulita, ágata marinha, turquesa e calcita azul.
Mantra: Ham (lê-se o "H" como em help) - representa o som do corpo. Este som puro afeta o ouvinte, alterando os espaços de sua mente e de seu ser. Expansão do conhecimento nos dá Akasha, união de todos os elementos: terra, água, fogo e ar, estando bem refinados em sua mais pura essência.
Elemento: Ar, mas num sentido mais sutil, associado ao som (Mantram).
Fases da vida: 28 a 35 anos.
Funções: Auto conhecimento; felicidade; capacidade humana de planejamento. Segundo o Satchakra Virupana, "quem alcança o conhecimento mediante a concentração constante da consciência neste loto, converte-se num grande sábio e encontra a paz. O indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas; morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade".


Ajña Chakra

Significado do Nome: Autoridade, poder, comando intuitivo.
Nome em Português: Chakra do 3º olho ou frontal.
Localização: Localizado entre as sobrancelhas, se relaciona com a glândula pituitária.
Aspectos a serem Compreendidos: Intuição (fenômenos paranormais) e a consciência. Capacidade de se observar sem julgamento.

Influências:

Desequilíbrio no Físico: Rinites, problemas de ouvido, de olhos, surdez, tontura, enxaqueca. Cansaço e confusão mental.
Emocional Equilibrado: Percepção em relação ao universo que o cerca, entendimento do próprio caminho, percepção, intuição, fé e devoção, carisma, magnetismo, força, sabedoria, capacidade de concentrar-se e foco no objetivo.
Emocional Desequilibrado: Desconcentração, dogmatismo, vê a vida com limitação, arrogância, medo, perda da fé e sedução, delírios, egoísmo, obsessão, teimosia e apego a crenças impostas pela sociedade.
Forma Geométrica: Círculo (bindo).
Cor: Dourado para concentração, falta de memória. Violeta é tranqüilizante e calmante. Clareia e limpa a corrente psíquica do corpo e mente, afastando problemas de obsessão mental e psicose.
Alimentos que estimulam o chakra: Berinjela, beterraba, ameixa preta.
Gemas: Cristais brancos, ametista, sodalita e lápis lazuli.
Mantra: OM.
Elemento: Presença de todos os cinco elementos, com três gunas que são manas (mente), buddhi (intelecto), Ahankara e chitta (o ato de ser - o ser).
Fases da vida: 35 a 42 anos.
Funções: Austeridade; intuição; vidência; serenidade; pureza.

É o chakra sede das Faculdades do Conhecimento: Buddhi (conhecimento intuicional), Ahankara (eu), Indriyas (sentidos) e Manas (a mente). É representado por um triângulo branco simbolizando a yoni e no meio um lingam (órgão masculino). No centro do chakra está o yantra do som (símbolo) OM, o melhor objeto de meditação.

Meditando nesse centro o praticante "vê a luz"; como uma chama incandescente. Fulgurante como o Sol matutino claramente brilhante, reluz entre o "céu e a terra"- Satchakra Nirupana.


Sahasrara Chakra

Significado do Nome: Chakra das Mil Pétalas.
Nome em Português: Chakra Coronário.
Localização: Localizado no topo da cabeça. E o portal da espiritualidade, do reconhecimento de Deus/Deusa em nós e no outro.
Aspectos a serem Compreendidos: Iluminação.
Forma Geométrica: Círculo como a lua cheia.
Mantra: Sham.
Cor: Magenta e arco-íris.
Gemas: Ametista, quartzo branco, pirita.
Elemento: Todos os elementos, inclusive o éter, em suas forças mais sutis.
Funções: Iluminação; espiritualidade plena; transcendência; manifestação do Divino. Segundo o Satchakra Nirupana: "O Lótus das mil pétalas é a mais brilhante e mais branca que a lua cheia, tem a sua cabeça apontada para baixo. Ele encanta. Seus filamentos estão coloridos pelas nuanças do sol jovem. Seu corpo é luminoso, é aqui o objetivo final de Kundalini após ativar os outros chakras. O indivíduo que atinge a consciência do sétimo chakra realiza os planos da irradiação (torna-se iluminado como o sol), das vibrações primordiais, da supremacia sobre o prana, do intelecto positivo, da felicidade, da indolência".


Prática dos mantram dos chakras

Prática básica: sente-se com a coluna ereta, as pernas cruzadas e as mãos pousadas suavemente sobre os joelhos em jnãnã mudrá, unindo os dedos indicadores e polegares com a palma para cima se for dia e com as palmas para baixo se for de noite.

Entoe ou mentalize: Lam, Vam, Ram, Yam, Ham, Om e Sham nessa ordem várias vezes.

Prática intermediária: com a mesma postura acima entoe ou mentalize: Om Lam, Om Vam, Om Ram, Om Yam e Om Sham.

Prática adiantada: Om Lam (8x) - Om Vam (8x) - Om Ram (8x) -Om Yam (8x) - Om Ham (8x)Om (8x) - Sham (8x).


Esquema de Chakras e Nadis

MITOLOGIA DA OCEANIA

Na mitologia da Oceania, o mar, o grande espaço que rodeia as reduzidas extensões das terras insulares é, junto com o céu, a origem preferida para os seus grandes deuses ou para as mais potentes forças criadoras. Onde a atividade vulcânica é mais freqüente, os deuses que se supõem encerrados no interior das crateras são a explicação favorita ao mistério da vida e da morte.

Em geral, embora exista uma ligação básica animista e predomine o politeísmo e a tolerância aos cultos importados, cada zona geográfica - Austrália, Melanésia, Micronésia e Polinésia - e cada grupo de ilhas desenvolveu uma crônica legendária própria, com a natural inter-ligação devida à comum origem e aos contatos mais ou menos continuados, à qual se une uma muito peculiar série de ritos mágicos e de proibições rituais - o tabu - que complementam cada uma dessas teorias mitológicas.


Uma Constante Animista

Em toda a Oceania, especialmente na Melanésia, o animismo é o sistema de crenças mais importante. Este sistema animista, como apontava Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos da zona, é a demonstração de que aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.

O animismo tem duas notas peculiares: o particularismo e o ceremonialismo. Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja atuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão. Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimônia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção.

Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador, de sacerdote, porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente. O espírito da coisa, do animal, ou do fenômeno em questão, é uma alma concreta e o praticante também o é; portanto, a cerimônia animista é uma conversa, um contato pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu dos seus maiores ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta.


O Animismo Hoje

Temos um interessante exemplo atual deste culto animista na Papua Nova Guiné, a metade independente da ilha de Nova Guiné, com uma extensão de perto de meio milhão de quilômetros quadrados e uma escassa população, pouco mais de três milhões de habitantes; ora bem, neste novo país, no qual apenas três por cento da população se declara oficialmente não cristã, existe o culto animista mais moderno que se conhece. Começou com a chegada dos europeus e a sua exibição de grandes embarcações, das quais desciam portentosas maquinarias, instrumentos e bens, até a essa altura desconhecidos para os papus (nome malaio que se refere ao cabelo encrespado dos aborígenes).

Pois bem, desde a Segunda Guerra Mundial, num momento em que os papus assistiram a um portentoso incremento de transportes militares na sua ilha, Papua viu como se acelerava e se institucionalizava o culto da carga (Cargo Cult), com cerimônias particularizadas na espera dos papus para que cesse a intervenção maléfica do homem branco, o estrangeiro que muito bem sabem que foi quem desviou a carga a eles destinada, primeiro nos barcos e agora nos aviões; no ritual coletivo deste culto oficia-se através de modelos de aviões feitos ingenuamente em madeira, com os quais se invoca os de verdade; a cerimônia desenvolve-se periodicamente nas imediações do aeroporto da capital, em outra maquete ritual do aeroporto de Port Moresby, precisamente para fazer com que a magia atue em substituição, ao ser evidente que os aborígenes não têm o poder nem os meios técnicos necessários para reclamar pela força essa carga tão ansiada que exigem.

Com certeza, se afirma que não há signos de que este culto tenha remetido com a passagem do tempo, ao contrário, cada dia parece mais estabelecido e melhor definido. Mas, ao mesmo tempo que existe este culto moderno, se continua julgando que Kat foi o herói que trouxe a noite aos humanos. A magia, em toda a Oceania, se assimila a uma forma de defesa perante a realidade e a sua última conseqüência, a magia destrutiva é simplesmente uma arma utilizada pelo oficiante num ato de legítima defesa para destruir o inimigo, que não se pode parar doutro modo, mas esta magia destrutiva só reveste o inofensivo aspecto (para nós, que não temos a maldição) de um sortilégio pronunciado com todas as condições prescritas pelo ritual.


O Totemismo, O Outro Pilar

Uma visão especialmente significativa foi a que obteve da Austrália o grande sociólogo Emile Durkheim, que descreveu na sua obra "As formas elementares de vida religiosa" (1915) tudo o que pôde observar sobre o totemismo na Austrália, nos núcleos de população indígena, definindo esse totemismo com uma forma de pensamento que concebe os seres humanos como outra das diversas partes integrante duma única natureza. No totemismo, a vida inteira é uma unidade, e a vida religiosa, a crença, está tudo encadeado ao conjunto universal.

As cerimônias são a parte mais importante desta forma de crença e, mais ainda, as grandes cerimônias (como em todas as religiões estabelecidas) são também outra forma direta de explicar a sociedade; por isso, nos escassos grupos aborígenes que vivem no interior da Austrália, ainda se podem encontrar grandes ritos onde a presença da mulher está vetada. Esta proibição é outra forma de acentuar a diferença social entre homens e mulheres. Estas, por sua parte, também tinham e têm cerimônias exclusivas e separadas, como separada na sua vida civil.

Naturalmente, trata-se duma sociedade em que a poligamia era uma forma habitual de construção familiar, com um número de esposas variável dentro do continente australiano, mas oscilando entre um mínimo de duas ou três e um máximo de vinte e nove entre os tiwi. No estabelecimento do número de esposas, o critério mais importante era o dos meios de que dispunha o cabeça de família e, como em todas as poligamias, a primeira ou primeiras esposas eram as que pediam que se tomassem novas, dado que a incorporação de esposas jovens descarregava de trabalho as existentes e se traduzia num aumento da potência econômica do grupo familiar.


Práticas Totémicas da Austrália

Entre as práticas religiosas próprias da Austrália é possível encontrar em Arnhem verdadeiros cantores tradicionais do ritual da "alcovitagem", oficiantes em transe que recitam o que os espíritos lhes estão comunicando no seu especial diálogo pessoal. Mas a prática totémica mais representativa do território Ananda, na Austrália, está nos Tjurunga, os objetos sagrados elaborados sobre pedras ou peças de madeira, com decoração e linguagem sagradas, feito à base de incisões rituais. Outros ritos totêmicos de Arnhem foram desde tempo imemorial os maraiin e os rangga.

Os primeiros eram representações realistas de pessoas, animais, plantas e objetos; os rangga eram postes cerimoniais. Mas tudo isso construído sem nenhuma ideia de permanência, dado que se tratava de objetos que se sabiam perecedouros, porque só estavam destinados a servir de mensagem ritual nessa ocasião concreta.

No totemismo, a preocupação transcendental dos seres humanos centra-se unicamente em dois pontos: em primeiro lugar, que as estações não interrompessem a sua habitual sucessão nem variassem na sua forma climática; depois, que a vida mantivesse também o seu ritmo habitual e que decorresse com a continuidade esperada, isto é, que os seres vivos pudessem continuar vivendo tranqüilamente, como sempre se tinha vivido, dentro das coordenadas conhecidas através de gerações, sem que se tivesse que sofrer por conseqüência de alguma mudança inesperada e não desejada.


A Fácil Entrada dos Europeus

Na Oceania, o homem branco que acaba de chegar à zona não encontra oposição alguma, nem à sua presença nem às suas ideias. Só os fortes núcleos maoris da Nova Zelândia, os habitantes mais guerreiros de toda a Oceania, se enfrentam aos recém-chegados homens brancos e fazem-no durante um longo período, sem se importarem com as numerosas baixas causadas por um inimigo melhor armado e ainda melhor informado.

São duas as causas desta aceitação tão rápida, à parte do caráter aberto dos diferentes grupos de população estabelecida. Nas ilhas de menor tamanho e população da Polinésia e, sobretudo nas Havai, torna-se evidente a superioridade dos recém-chegados e os habitantes, com um pragmatismo admirável, preferem seguir em tudo os ditados dos europeus, até no concernente às suas diversas doutrinas cristãs que trataram com eles, para tomarem todo o tempo necessário, até chegarem a estabelecer a forma mais conveniente de atuar depois.

Por outra parte, na Melanésia, a cor pálida das peles européias está relacionada com a morte, com os sagrados espíritos dos mortos. É esse aspecto esbranquiçado o que torna os homens brancos respeitáveis aos olhos dos melanésicos e, em conseqüência, se acata a sua presença e se obedecem as suas ordens, porque são a gente vinda do mais-além, não só do outro lado do mar e, para maior evidência, o poder que emana deste heterogêneo, mas decidido grupo de marinheiros, penados, soldados, traficantes, missionários e aventureiros, com as suas grandes e até a essa altura desconhecidas embarcações, as suas armas de fogo e as suas inexplicáveis posses e energias, só faz reforçar o primeiro conceito de que pertencem a um grupo diferente de seres sobrenaturais, pelo menos.


Mitos Comuns

Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceania. Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo, digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, principalmente na cultura de transmissão oral, na qual três gerações é o máximo passado que se pode estabelecer com precisão cronológica. Portanto, a característica primeira da mitologia de toda a região da Oceania é que se misturam com facilidade os cultos gerais da zona com os desenvolvidos localmente, sem que exista absolutamente nenhuma colisão ou oposição a esse casamento.

Um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior freqüência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador. Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo. E, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não atuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.

Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos nalgumas zonas da Polinésia e Micronésia. Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu; nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão, enquanto nas ilhas Tonga, ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local.

Mas também em Nova Zelândia, no Havai e nas Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar. Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havai.


A Ilha de Páscoa, no Extremo Oriental

A ilha de Páscoa, Rapa-Nui no seu toponímico original, marca o confim oriental da Oceania, numa longínqua avançada que se situa a mais de duas mil milhas marinhas da Polinésia Francesa, a mais de mil milhas de Pitcairn e a outras duas mil milhas da costa do Chile, país ao qual agora está adscrita, quase em zona de ninguém. Esta ilha, à parte das estupidezes extraterrestres que se tramaram a partir da surpreendente presença dos moais, as suas peculiares estátuas monolíticas, é também a amostra de que a separação implicou a perda da tradição original maori, embora se conserve grande parte do idioma primigênio na linguagem atual.

No caso concreto da ilha Rapa-Nui, também há que dizer que as sucessivas erupções dos seus três vulcões, que praticamente chegaram a acabar com quase toda a vida humana na sua superfície, são a causa deste esquecimento das tradições, junto com as mortíferas incursões de piratas e as não menos cruéis expedições a partir das costas americanas à procura de mais escravos para dotar de mão de obra barata as grandes plantações continentais, o que leva à perda da capacidade de compreensão e interpretação completa da linguagem autóctone dos pictogramas que se conservam nas escassas tabuinhas supervinientes, nas poucas rangorango não destruídas.

O que sim se mantém em parte é a lenda do rei Hotu Matua, de um ariki do desconhecido e longínquo reino de Hiva, que se viu obrigado a abandonar a sua terra quando as águas do mar circundante começaram todas a crescer, inundando pouco a pouco a ilha de Hiva, destruindo tudo com a sua imparável enchente, homens, animais e cultivos. Hotu Matua mandou um dos seus mais leais súbditos, o fiel Hau Maka, que realizasse uma viagem de exploração, submerso nos poderes de um sonho mágico, para encontrar uma nova terra para onde levar a parte do seu povo que pudesse salvar.

Hau Maka sonhou em primeiro lugar com os ilhéus que rodeiam Rapa-Nui, e deu-lhes os nomes dos netos que teria no futuro; de lá viu a ilha grande e para ela foi. Percorreu-a toda, pela costa e o interior, vendo as praias e subindo aos vulcões, pondo a todos os pontos o seu devido nome até Anakena, na costa do norte da ilha, como lugar de chegada para as canoas que tinham que vir trazer mais tarde toda a gente de Hiva que pudesse escapar da morte segura.


A Expedição a Rapa Nui

Despertado do seu sonho, Hau Maka comunica o conteúdo do mesmo ao ariki Hotu Matua; o rei, contente com a precisa mensagem onírica recebida por Hau Maka, ordena que sete homens saiam para a ilha para esperar nela a chegada do grosso da emigração que tem que conduzir mais tarde o araki. Saem então para a ilha salvadora de Rapa Nui os sete escolhidos: Ira, Raparenga, A-Huatava, Ku-uku-u, Nomona A-Huatava, Ringingi A Huatava, Uure A-Huatava e Makoi Ringingi A-Huatava.

Cumprindo o real mandato, os sete chegam à ilha indicada, mas o que vêem não lhes agrada, pois estão numa ilha arrasada pelos ventos, rodeados por fortes correntes circulares que não permitem a navegação para o mar aberto, numa má terra cheia de matagais e onde não parece possível cultivo algum. Após os sete anos dedicados à construção dos dois catamarans gigantes, chega, por fim, a Rapa Nui a expedição de Hiva, com o ariki Hotu Mútua, com a ariki Vakai, comandando de um catamaran.

No outro vai a sua irmã Ava Rei Pua, esposa do ariki Tuu-ko-Ihu. Em total são duzentos os passageiros das duas grandes embarcações, cem em cada uma delas. De terra, os sete da ilha tratam de avisar para que não se deixem levar pelas águas e saiam de lá, pois Rapa Nui não é um bom sítio para tentar continuar a vida.

Mas Hotu Matua responde que não há outra terra para eles senão essa ilha. E se separam as duas pirogas, para que cada uma chegue a Anakena a partir de um rumo diferente: Hotu Matua e a sua esposa Vakai fazem-no pelo este, a sua irmã Ava Rei Pua aproxima-se pelo oeste. As duas mulheres parem asim que pisam terra firme; Vakai teve um filho, a sua cunhada Ava Rei uma filha; a estirpe real foi a primeira em nascer na nova terra. Após o duplo nascimento, o rei e a sua comitiva plantaram as primeiras sementes, aquelas sementes trazidas da Polinésia e que dão forma a uma ilha de Hiva ressuscitada, apesar de que já não se pode sair de Rapa Nui e o povo de navegantes esquece a navegação e fica confinado no último canto do Pacífico.


Os Deuses de Rapa Nui e os Moais

No entanto, em todo este relato da saída do rei Hotu Matua (Matua significa pai) da ilha Hiva e a posterior chegada dos maoris a Rapa Nui, não há nenhuma explicação para os gigantescos moais, que nada significam para os atuais habitantes, nem como ídolos sagrados nem como estátuas de personagens históricos ou legendários respeitados, à parte do fato de comentar-se que antes de estes maoris chegarem, habitava a ilha a gente de orelhas largas, que o povo das orelhas curtas do araki Tuu-ko-Iho, o esposo de Ava Rei Pua, matou tentando explicar o seu desconhecimento sobre a origem dos moais, e a plausível versão da desaparição dos talhistas daqueles monólitos antropomórficos, dos quais só sabem que muitos estão abandonados nas canteiras das cimeiras, a meio talhar, sem que nenhum rapanuino tenha podido dar conta de quando nem de como se produziu tal interrupção na sua talha e posterior ereção nem a razão da sua presença nas ladeiras da ilha.

Quanto à mitologia da ilha de Páscoa, se menciona em primeiro lugar o deus-pássaro Makumaku, do qual há multidão de talhas antigas, seguramente da mesma época que a dos construtores de maois, nas rochas das montanhas vulcânicas da ilha: se fala da existência dos Aku-aku, os espíritos invisíveis que dão a chave das almas à população de origem maori; se pensa em outros deuses secundários, como são Hava, Hiro, Raraia Hoa e Tive, mas não existe uma doutrina sólida que una estes deuses e espíritos duma maneira coerente, nem sequer que possa estabelecer um nexo entre as esculturas e os povoadores atuais, dado que os nomes do mito que se mantiveram após a cristianização só são personificações animistas residuais que dão sentido a determinadas manifestações visíveis das forças mais temidas da natureza.


De Regresso à Austrália

Embora Austrália seja um continente-ilha duma enorme extensão, com quase oito milhões de quilômetros quadrados, a desertização do interior fez com que, desde tempo imemorial, os núcleos de população aborigem da Austrália se tenham dispersado nas mais férteis zonas costeiras; por essa razão, são muito diversos os desenvolvimentos mitológicos próprios, com influências exteriores ou sem elas.

Entre os deuses principais está Upulera, o Sol, mas nas tribos de Queensland diz-se que o Sol (que é feminino) foi criado pela Lua, e a tribo Arunta pensa que o Sol é uma mulher nascida da terra e que ascendeu ao céu com uma tocha, embora muitos grupos acreditem que o Sol saiu do interior de um grande ovo de emú lançado para o Céu, recebendo o deus do Céu advocacias como Koyan e Peiame. Como se pode ver, a Lua é uma divindade de mais categoria que o Sol, o seu criador em muitas ocasiões, e se dá bastante mais importância ao seu percurso noturno do que ao diurno do Sol.

Em Vitória, no sudoeste australiano, é o deus Pungil ou o seu filho Pallian, o criador do primeiro homem, que modelam, um ou outro, do barro, embora outras tribos do país falem do excremento dos animais como a base da sua criação, ou de homens feitos de pedras e mulheres feitas com a madeira dos arbustos, ou tiradas do fundo dum charco, com Pungil como pai dos homens e Pallian como pai das mulheres. Também se cita os irmãos gêmeos Inapertwa como os dois criadores dos primeiros seres humanos, sendo o deus Nurrudere o criador do Universo completo.

Em Queensland, no nordeste, Molonga é o nome dado ao demônio. O demônio Potoyam é outra das personificações do mal, sendo Wang o nome das almas sem corpo dos defuntos, enquanto Ingnas é o apelativo dado aos duendes e o de Kobone é o nome de um animal totêmico com poderes mágicos. Mas, como já se comentou antes, são as explicações animistas dos animais as que figuram no primeiro lugar da mitologia indígena australiana, com os pássaros ocupando, por sua vez, o degrau principal dos totens zoomórficos, sobretudo nas lendas relacionadas com o descobrimento do fogo, dado que são pássaros tão diferentes entre si como o corvo, a gralha, o falcão, o régulo, os que roubam, trazem ou conseguem diretamente com o seu esforço o primeiro brote da chama viva; mas também os pássaros são mensageiros do dia e da noite, da vida e da morte, pescadores e caçadores primigênios, e até uma grande ave terrestre, como é a avestruz australiana, o emú. É mãe involuntária do Sol, porque de um ovo seu saiu o astro-rei.


Nova Zelândia

Os maoris foram os mais combativos e aventureiros povoadores da área, emigrantes eternos dos mares da Oceania; com eles se estenderam também as suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu para outros grupos da Nova Zelândia, para quem esta é a dualidade suprema. A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.

No paraíso reina Higuleo e é Hne-Nui-Te-Po quem se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva.

Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme. Finalmente, os animais totémicos Kobong de Nova Zelanda cumprem a mesma função dos seus homônimos, os fetiches Kobone da Austrália.


A Polinésia Francesa

Em Taiti goza-se duma rica mitologia, com o casamento dos deuses Tane e Tarra como seres supremos e criadores de tudo o que existe no nosso Universo visível, incluídos os seres humanos, como também o são em partes da Nova Zelândia, onde Tane, criador da primeira mulher, teve com ela os humanos. Em Taiti, o divino casal está acompanhado na sua glória por outras deidades como são: Po, a noite; o deus Aie, representação do céu; Avié, divindade da água doce; Atié deidade do Mar, ou Malai, divindade do Vento.

No céu estão o luminoso Mahanna, o deus do Sol e as suas mulheres, como Topoharra, que também é a divindade das rochas, e Tanu. Mas há uma grande deusa, a deusa Pelé, a divindade do respeitado, por temível, interior dos vulcões, que tem na maligna divindade de Tama-Pua, o porco-homem, o seu inimigo mortal e eterno, embora Pelé conte com uma grande família de muitos irmãos e irmãs, tão vulcânicos como ela, sempre dispostos a ajudá-lo na sua luta.

Trata-se de irmãos como Kamo-Ho-Arii, o deus dos vapores vulcânicos; Tané-Heitre, o terrível bramido; Ta-Poha-I-Tahi, a explosão do vulcão; Te-ua-Te-Po, o da chuva noturna, e o furioso Teo-Ahitama-Taura, o filho da guerra que cospe fogo. As mais importantes irmãs da deusa Pelé são oito, desde as doces Ópio, a personificação da juventude, e Tereiia, a que faz as guirnaldas de flores, até Ta-bu-ena-ena, a personificação da montanha em chamas, passando por Hiata-Noho-Lani, a Mãe e Senhora do Céu, Taara-Mata, a deusa dos olhos brilhantes, Hi-te-Poi-a-Pelé, a que beija o seio de Pelé, Makoré-Wa-Wa-hi-aa, a dos olhos fulgurantes que envia a brisa para as pirogas, e Hiata-WawahiLani, a irmã que tem o poder de abrir os caminhos ao Sol e à Lua no céu e nas nuvens.


Outras Mitologias Insulares

Os criadores, nas ilhas Havai, são Haumea e Akea, com Kanaroa, outra das identidades do criador, como ser supremo, que também se conhece como o Maui Tikitiki que reina sobre tantas ilhas do Pacífico, embora também se pense que foram três os criadores do ser humano, os deuses Lono, Kane e Ku. Na ilha de Molokai, Karai-Pachoa é o deus do Mal, enquanto o seu oponente, Keoro-Eva, é o deus do Bem. O primeiro casal da Terra está formada por Rono, que também é o deus do Mar, e a sua esposa Haiki-Vani-Ari-Apouma.

No grupo de cento cinqüenta pequenas ilhas que formam o reino de Tonga, Kala-Futonga é a deusa criadora verdadeiramente aborigem, enquanto Maui e Tangaloa, adotados aqui como em tantas outras zonas de Oceania, são simplesmente divindades importantes do panteão local, mas sem chegarem a ser da entidade de Kala-Futonga, embora aqui também Maui seja o herói que pescou a terra firme do fundo do mar e proporcionou a sua morada aos humanos, embora fosse despedaçada em ilhas apartadas.

Junto deles estão Fenulonga, divindade da chuva: Tali-Ao-Tubo, da guerra; Alo-A-Io, divindade dos elementos da natureza; Futtafua e a sua esposa Falkava, divindades do mar, e os dois filhos de Tangaloa, Vaka-Ako-Uli e Tubo. Nas ilhas Fidji, como no grupo das Tonga, outra deusa, Viwa, é a criadora primordial do Universo e de tudo o que nele existe, incluídos os seres humanos, embora também esteja o deus criador Onden-Hi, e Naengei seja um deus supremo à parte. Junto deles estão Rua-Hata, divindade das águas e Rokowa, o ser legendário que se salvou do dilúvio. Finalmente, para ajudar os humanos no êxito dos seus cultivos está o deus Ratumaimbalu.